Abas

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Sobre morango do amor… e outras coisas

 Após uma febre de morangos do amor pela internet… saímos e Carlos buscou churros do amor - uma promoção local - e os distribuiu para os vizinhos que brincaram em algum momento sobre isso. Rimos mto entregando para os vizinhos que estavam em casa. Rimos mais das reações dos que não estavam e chegaram em casa e receberam o doce.

E nós que viemos para o condomínio em busca da amizade que já tínhamos, conhecemos outras que deram tanta vida e cor à nossa vida…

As amizades mais improváveis aconteceram de um jeito tão bonito que nos deixa gratos à vida pelos presentes que o destino nos reservou! 

domingo, 20 de julho de 2025

Nova língua portuguesa

 Do Theo

Captos: cactus

Pavorida: favorita

Ingreja: igreja

Piuí: kiwi

Oh! Vou te perguntar uma coisa: oh! Vou te contar uma coisa! 



Um sonho pra elaborar

 Meus pais estão em casa. E no meio de uma tarde muito animada, o Theo achou que seria divertido jogar brinquedos pro ar. Como a gente fazia nos anos 90 quando imitava a Xuxa fazendo seus sorteios e jogando muitas cartas pelo ar.

Assim estava ele, se divertindo jogando pequenos objetos pro ar e rindo! 

Quando ele decidiu que também seria engraçado se ele jogasse o pode de amendoim que estava sobre a mesa. Vários amendoins torrados pelo chão, um bronca, um castigo - ficar parado sentado na cadeira até limparmos o chão e a referência minha e dos meus pais de que a ação dele foi negativa.

Após o evento percebi movimentos de reparação. Falava comigo, com a minha mãe, tentava fazer graça, tempos depois perguntava se estava bem, s e estava brava, se já tinha passado…

Percebi claramente a culpa e a reparação.

Percebi também que ele estava preocupado.

Tudo correu normalmente qdo ele acordou no dia seguinte. Contando que um amiguinho da escola, tinha deixado cair um prato no chão, que não poderia derrubar comidinha e que a professora ficará brava e a tia Bel precisou limpar tudo. E que todos ficaram chateados.

O sonho era com o mesmo conteúdo do não elaborado do dia anterior. Expliquei pra ele que ele havia vivido algo parecido no dia anterior. Que podemos errar. Que ele só precisa se esforçar pra n errar de novo. 

Mas achei muito bonitinho o psiquismo, a memória, o erro, a tristeza por ter errado, a situação fixada, a percepção da situação externa a ele pra elaborar, o sonho pra fazer a elaboração. Meu bebê está crescendo e seu mundo mental sendo povoado.

A mim, coube pensar… se fui muito dura ou se fui exata. Tenho me sentindo uma máquina de pensar auxiliar. O tempo todo e isso cansa. Tbm tenho processado a raiva e os impulsos infantis dele que por vezes me frustram.

Também observo que tem ali um superego infantil e intenso. Qual a medida da bronca, pra se somar ou construir esse superego? Tenho pensado sobre no meu temor superegoico de não errar, mas n tenho - nem ngm tem - essa resposta. Mas seguimos! Tentando…

sábado, 19 de julho de 2025

Deixando a mamadeira

 … pelo copo com canudo do Patati Patatá! E deu certo! Ele nem reclamou! rsrsrs

Meu coração não apertou pela evolução, mas sei o significado disso.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Nova língua portuguesa

 … do Theo! 

Belejêla: berinjela

Círculo: circo

Preguiça: Fenícia

Me vi na paciente

Tuuuuummm … tuuuuuum… 

Conexão estabelecida, abre a imagem e lá está ela. Mariana. Não. Pera! Mais alguns segundos de observação e não é exatamente ela, ou a mesma. 

Peço desculpas por não ter respondi a mensagem e digo, achei que vc tinha ganhado neném! E ela disse: eu ganhei! 

Tomo um susto! Era isso! Depois que fui mãe passei a entender as outras mães e fêmeas. Há na gente, recém parida, uma crueza. Um jeito meio bicho ferido. Olhar diferente, postura diferente, cheiro diferente, energia diferente que NADA se parece com cenas românticas.

Vendo ela assustada, me vi! Me encontrei nas palavras dela. Palavras de incerteza, de insegurança diante de como conduzir as coisas, de como cuidar da bebê, de porque me enfiei nessa. Naquela sensação de desconhecimento de si, de neblina, de cabeça sem funcionar, de… vontade de chorar, com novo, como o lindo, com a delicadeza, com a fragilidade de um bebê!

Me vi. Me vi e apenas ouvi e me posicionei no futuro pensando: isso vai passar e virão outros frios na barriga, outros medos, outros desconhecidos!

Me vi e permaneci a frente dela no tempo com olhar de esperança, como uma mensageira de que o turbilhão passa. De que logo ali a esperar pela frente estará outra Mariana, com duas filhas, diferente, nunca igual, mas ela se encontrará! Com mais força e mais sabedoria.

Tendo que elaborar o passado pra estar na frente com a filha, assim como eu.

Mas que foi muito maluco sentir nela o cheiro de mulher que acabou de ter um bebê nascido de si, ah! Foi.