domingo, 29 de março de 2026

Quando transborda estar comigo

 Assustei quando vi a quantos dias não posto. 

TANTA coisa aconteceu neste caminho. Mas hoje, quero contar sobre a parte do caminho que percorri nas últimas 48 horas. Desde que o Theo nasceu a dedução a ele foi integral e absoluta. Há alguns meses venho pensando o quanto isso foi importante para o desenvolvimento dele, mas o quando não precisa se manter assim, nesta proporção, o já fizemos o necessário juntos e aos poucos   é esperado (natural e saudável) que ele “desprecise” de mim! 

Nesse sentindo várias mudanças estão em curso: as dele, me guiando e as minhas! 

Pensando nisso chego ao hoje. Estou no ônibus, voltando a Marília e volto há anos atrás: ouvi Gil com atenção pela primeira vez em Assis, num cd da Tati, a música Sede me encantou. Depois ela me voltou quando Carlos viajou e fez parte desse período em que o blog foi criado. Carlos voltou, casamos, tivemos o Theo e assim que chegamos na casa nova, pensei um dia no qto EU gostava de documentários mas n assistia pela falta de tempo e entre dormidas do Theo assisti o documentário da Família Gil em turnê! Me apaixonei, pelas músicas, pela família, por ele, como um mestre que entende a vida por outro olhar, sereno, firme, trazendo nas músicas frases bonitas e verdadeiras. Mas o que me encantou eram os pequenos netinhos musicais! Theo aprendeu a cantar Palco com os vídeos da família e isso virou uma marca nossa! 

Após assistir começaram as apresentações de Tempo Rei. Tentei comprar: não consegui. Tentei me organizar pra ir qdo tinha ingresso, n consegui. Tentei ir na última apresentação de 2025 em SP n consegui. Pensei em ir a Fortaleza assistir com o Dan: não rolou $$$$…

Preta foi na apresentação que queria ir. Perdi. Preta morreu. Perdi de novo. 2026: encerramento do Tempo Rei em SP! Seria a minha vez? Respondi pra mim q sim. Chamei amigos mas nas negociações senti que queria ir do modo mais simples, intenso e dedicado a mim: sozinha! 

Será??? 

Os pensamentos circulantes na minha cabeça: uma mãe deixar seu filho pra um show? Nunca dormi longe do Theo em 3 anos, vou dormir por um show? Será que um show merece todo esse investimento? Toda essa energia? Me sentirei cansada… isso cabe na minha rotina? Terei coragem de ir? Me sentirei sozinha quando estiver todo mundo acompanhado no show e eu não? Nunca cheguei em um show sozinha? Será que dou conta? Não é perigoso? [algumas dessas perguntas vinham a minha mente com o som da voz da minha mãe e a expressão dela!].

Ignorando as perguntas. Trabalhando-as em terapia. Na sessão que comecei pedindo: Me ajude a fazer uma loucura mas que é importante pra mim?

Seguiram-se as decisões do sim. Pedi ajuda do Cá. Dos meus primos. Comentei com a Pri - que me incentivou sem pestanejar. 

Demorei até a véspera pra comprar convite e passagens.

Seguiram-se os medos, pós decisão.  Medo de algo acontecer na viagem. Medo de sentar ao lado de um homem no ônibus. Parecia estar exposta e vulnerável demais sem a presença do Carlos. Medo.

Esqueci de avisar meus primos dos horários. Me sacaneando, sabotando, louca pra alguém ficar bravo comigo e me dar um motivo pra n ser tudo legal! 

Entrei no ônibus: viagem de ida: sozinha no banco! Trajeto super tranquilo. Bruna me escreve. Me sugere uma música,’lembra do show, estava viajando sozinha tbm e me pontua: Tirei as coisa da Malu da bolsa, tirei as coisas do trabalho da bolsa e disse: “Oi, tudo bem? Quem é vc que sobra quando se tira tudo isso!?” Comemoro e me emociono com a sintonia de saber q estávamos vivendo a mesma coisa e ela me traduzia! Agradeço. A gente precisa de pessoas assim na vida.

Chegada check. Chegada ao show super tranquila com ajuda dos meus primos. 

Show: indescritível. Estar lá, sozinha. Me sentir acompanhada de mim mesma. Trocando mensagens com quem era importante: Cá, meus primos, Ana e Cléo, vizinhos, grupo de trabalho, Dan, Bruna. 

Perto do palco. Vendo o Gil de perto! Família toda no palco, um show familiar. Sequência de músicas boas de dançar. Começando com Palco! Liguei pros meninos, Cá e Theo (estqva lá, pq tenho eles tbm)!

Dancei, pulei, cantei! Vivi! E me orgulhei! Eu tava lá! Vivendo o que consegui viver pelo tempo que passou, pelas tentativas sem sucesso que fiz e me lembrando que se q vida tiver que me machucar nem o mágico impede. Então, bora aproveitar. Aproveitei! 

Fiz questão de estar bem presente e concentrada nos detalhes. Observei cada detalhe do som, do Gil, das luzes, do entorno. Atenta e consciente! Feliz! 

Trouxe um copo que vai matar a minha sede nos dias de seca de estar comigo. 

Saída com tudo certo. Encontrei meu primos. Voltamos pra casa e agora estou no ônibus ao lado de uma mulher. Sem riscos. Feliz! 

Respondendo à pergunta sábia da Bruna: O que resta quando tiro tudo, sobra eu e a minha companhia ela eh boa tbm! Eu sou outras coisas pra além da mãe, psico e esposa. Eu sou eu com a música, com a coragem, com as mãos que me sustentam, com meu amor por mim e com a alegria de saber que tenho pra onde e pra quem voltar. 



sábado, 1 de novembro de 2025

É apaixonante …

 Ter um menininho de 3 anos em casa.



Hoje Theo bebeu água e disse:

Mamãe, que delícia essa água! Foi você que fez? 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Tanta coisa

 Aconteceu nos últimos tempos.

Que a ausência diz disso.

Registro apenas que hj, estou feliz, cansada e cheia de respostas do tempo. Hoje, agradeci a mim pq n desisti. 

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Sobre morango do amor… e outras coisas

 Após uma febre de morangos do amor pela internet… saímos e Carlos buscou churros do amor - uma promoção local - e os distribuiu para os vizinhos que brincaram em algum momento sobre isso. Rimos mto entregando para os vizinhos que estavam em casa. Rimos mais das reações dos que não estavam e chegaram em casa e receberam o doce.

E nós que viemos para o condomínio em busca da amizade que já tínhamos, conhecemos outras que deram tanta vida e cor à nossa vida…

As amizades mais improváveis aconteceram de um jeito tão bonito que nos deixa gratos à vida pelos presentes que o destino nos reservou! 

domingo, 20 de julho de 2025

Nova língua portuguesa

 Do Theo

Captos: cactus

Pavorida: favorita

Ingreja: igreja

Piuí: kiwi

Oh! Vou te perguntar uma coisa: oh! Vou te contar uma coisa! 



Um sonho pra elaborar

 Meus pais estão em casa. E no meio de uma tarde muito animada, o Theo achou que seria divertido jogar brinquedos pro ar. Como a gente fazia nos anos 90 quando imitava a Xuxa fazendo seus sorteios e jogando muitas cartas pelo ar.

Assim estava ele, se divertindo jogando pequenos objetos pro ar e rindo! 

Quando ele decidiu que também seria engraçado se ele jogasse o pode de amendoim que estava sobre a mesa. Vários amendoins torrados pelo chão, um bronca, um castigo - ficar parado sentado na cadeira até limparmos o chão e a referência minha e dos meus pais de que a ação dele foi negativa.

Após o evento percebi movimentos de reparação. Falava comigo, com a minha mãe, tentava fazer graça, tempos depois perguntava se estava bem, s e estava brava, se já tinha passado…

Percebi claramente a culpa e a reparação.

Percebi também que ele estava preocupado.

Tudo correu normalmente qdo ele acordou no dia seguinte. Contando que um amiguinho da escola, tinha deixado cair um prato no chão, que não poderia derrubar comidinha e que a professora ficará brava e a tia Bel precisou limpar tudo. E que todos ficaram chateados.

O sonho era com o mesmo conteúdo do não elaborado do dia anterior. Expliquei pra ele que ele havia vivido algo parecido no dia anterior. Que podemos errar. Que ele só precisa se esforçar pra n errar de novo. 

Mas achei muito bonitinho o psiquismo, a memória, o erro, a tristeza por ter errado, a situação fixada, a percepção da situação externa a ele pra elaborar, o sonho pra fazer a elaboração. Meu bebê está crescendo e seu mundo mental sendo povoado.

A mim, coube pensar… se fui muito dura ou se fui exata. Tenho me sentindo uma máquina de pensar auxiliar. O tempo todo e isso cansa. Tbm tenho processado a raiva e os impulsos infantis dele que por vezes me frustram.

Também observo que tem ali um superego infantil e intenso. Qual a medida da bronca, pra se somar ou construir esse superego? Tenho pensado sobre no meu temor superegoico de não errar, mas n tenho - nem ngm tem - essa resposta. Mas seguimos! Tentando…